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Sociedade Brasileira de Pediatria | Relatório 2017 - 2018 156 As tecnologias digitais de comunicação (redes sociais, WhatsApp, e-mail) são ferramentas importantes para a medicina,mas seu uso precisa ser controlado e baseado em regras de boa conduta e de percepção ético-disciplinar, que limitem excessos, não agreguem riscos e preservem o sigilo na relação médico-paciente, o que trará benefícios a todos os envolvidos no processo de atendimento; Pelo seu preparo e sua capacitação, o pediatra deve ser visto - pelos gestores, pelas operadoras, pelos pais e responsáveis - como o único médico capacitado para atender a população na faixa de zero a 19 anos. Ao permitir que médicos sem a necessária capacitação atendam crianças e adolescentes, retira-se deles o direito de contar com o especialista mais preparado para entender as nuances dessas fases da vida, comprometendo a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças e colocando em risco esses pacientes. Conclusão Esses pontos acima expostos, como já ressaltado, são prioritários e urgentes e exigem uma ação integrada de gestores (públicos e privados), de famílias e de todos os segmentos envolvimentos no processo da assistência pediátrica. Contudo, sabe-se que eles não esgotam os desafios que também merecem atenção, os quais devem ser discutidos oportunamente,num esforço integrado de qualificação do atendimento. Como peças-chave desse processo, com a Carta de Fortaleza, os pediatras brasileiros ressaltam seu protagonismo no debate público sobre a saúde de crianças e adolescentes e apontam a urgência das ações que, se não forem devidamente, contempladas penalizarão o futuro da Nação. Fortaleza (CE), outubro de 2017. 2. 3.

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