Na última quinta-feira (28), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) promoveu, como parte do projeto “Ciência na mesa”, a live “Colestase da infância”. O evento, com transmissão exclusiva aos associados, contou com a participação das especialistas dra. Adriana Taveira e dra. Marise Elia Marsillac, membros do Departamento Científico de Hepatologia Pediátrica da SBP.
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No começo da transmissão, a dra. Marise destacou que o tema é de suma importância para pediatrias, neonatologistas e hepatologistas. A médica esclareceu que colestase se trata do conjunto de manifestações devido à diminuição ou parada do fluxo biliar ou a uma anomalia de formação da bile. “Quando falamos de colestase neonatal, apesar da palavra neonatal se referir aos recém-nascidos, de até 28 dias, na hepatologia o termo é cunhado como doença hepática colestática presente ao nascimento e/ou que se desenvolve nos primeiros três meses de vida”, explicou.
A médica ressaltou, ainda, que a colestase neonatal tem uma incidência elevada, com ocorrência em 1 a cada 2.500 nascimentos; apresenta uma grande variedade de causas; e gravidade do prognóstico de algumas etiologias. “É importante que aprendamos a identificar logo nos primeiros dias, assim que o quadro começa a se instalar. As causas de colestase no período neonatal são frequentes, sendo a atresia das vias biliares extra-hepática e a hepatite neonatal idiopática responsáveis, cada um, por 25% das causas. O restante dos casos é distribuído entre causas infecciosas, nutrição parenteral, doenças metabólicas, dentre outros fatores”, analisou dra. Marise.
Já a dra. Adriana, dando continuidade à explanação sobre o tema, falou especificamente sobre atresia de via biliar. A especialista ressaltou que a incidência dessa manifestação varia de 1/8 mil a 1/18 mil em nascidos vivos; com maior frequência nos continentes da Ásia e da África; e predominância discreta do sexo feminino. “Esta é uma doença grave, que ocorre no período neonatal, causando um processo inflamatório esclerosante e progressivo das vias intra e extra-hepáticas. Pode evoluir para lesões severas no fígado, insuficiência hepática e morte antes dos dois anos de idade”, alertou a médica.
Sobre as causas da doença, dra. Adriana destacou que essa é uma questão que permanece desconhecida, havendo diversos estudos, teorias e caminhos de investigação diagnóstica que apontam algumas hipóteses. “Alguns fatores considerados são: processo inflamatório; predisposição genética; fatores tóxicos ambientais; defeito na circulação fetal/perinatal; distúrbio do sistema imunológico/inflamatório; e defeito na morfogênese do trato biliar”, pontuou a especialista.
Ao final das apresentações, as especialistas responderam às principais dúvidas dos participantes, que enviaram suas questões via chat.
CIÊNCIA NA MESA - Esse projeto online exclusivo da SBP tem como intuito explorar a relação da pediatria com diferentes temas e pautas relevantes para os profissionais da área. Para isso, debates sobre casos clínicos, resultados de exames e interações entre autoridades no assunto são promovidos em encontros mensais.
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