Para auxiliar os pediatras no diagnóstico diferencial de dores recorrentes no público infantil, o Departamento Científico de Reumatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou o documento “Isso é dor de crescimento ou algo mais sério?”. A publicação indica uma série de métodos que podem ser utilizados para diferenciar dores benignas, presentes em alguma fase da vida em cerca de 10% a 20% das crianças, daquelas dores características de doenças mais sérias.
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De acordo com o texto, não há nenhuma relação comprovada entre as fases de desenvolvimento físico com as chamadas “dores de crescimento”, mas o termo foi consagrado pelo uso e ainda é amplamente utilizado. Apesar de ter causa desconhecida, essa modalidade de dor tem uma condição branda, de curso autolimitado, sendo que na maioria das vezes a história clínica e o exame físico são suficientes para chegar ao diagnóstico por exclusão.
Entre as principais características das dores de crescimento, constam: acometimento de coxas, panturrilhas, canelas, parte posterior dos joelhos (geralmente são bilaterais); melhora do sintoma com massagens ou analgésicos; a gravidade não aumenta com o passar do tempo; há dias ou semanas sem dor; não está relacionado com a prática de atividade física; ocorre mais no fim da tarde ou à noite, podendo inclusive interromper o sono; entre outros.
“O exame físico da criança com dor do crescimento é normal. A criança caminha normalmente, a coluna e as extremidades não apresentam deformidades nem restrição de movimentos. Já a presença de articulações inchadas, massas palpáveis, dor ao movimento dos membros ou à palpação indicam a necessidade de buscar outros diagnósticos”, informam os especialistas.
Além disso, segundo o documento, crianças com história atípica de dor do crescimento ou com alterações ao exame físico deverão ser melhor investigadas com exames de laboratório ou de imagem e perguntas que evidenciem sintomas compatíveis com outras causas de dor. Alguns dos sintomas que devem levantar essa suspeita são: dores unilaterais; dor associada ao aumento de linfonodos e à esplenomegalia; dores que se agravam com exercícios; dores articulares pela manhã; dor com aumento de volume da articulação; e mais.
O Departamento Científico de Reumatologia da SBP (gestão 2016-2018) foi composto pelos drs. Sheila Knupp Feitosa de Oliveira (presidente); Cláudia Saad Magalhães (secretária); Ana Luiza Garcia Cunha; Antônio Sérgio Macedo Fonseca; Clóvis Artur Almeida da Silva; Cynthia Torres França da Silva; Luciana Brandão Paim Marques; e Margarida de Fátima F. Carvalho.
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