Um artigo multicêntrico sobre hepatite autoimune em crianças e adolescentes foi publicado hoje pelo Jornal de Pediatria e foi produzido por vários grupos construindo a maior casuística já publicada no mundo sobre esta doença, a hepatite autoimune. Estes grupos relataram seus casos nas seguintes cidades brasileiras - João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP). O estudo conta também com a participação de profissionais ligados à Universidade de Beira Interior, de Covilhã (Portugal).
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Intitulado “Autoimmune hepatits in 828 Brazilian children and adolescents: clinical laboratory findings, histological profile, treatments and outcome”, o estudo detalhado mostra dados epidemiológicos, frequência da hepatite autoimune, dados clínicos, laboratoriais e forma de tratamento e evolução da doença.
Segundo a dra. Gilda Porta, presidente do Departamento Científico (DC) de Hepatologia e uma das autoras do texto, o trabalho multicêntrico é um estudo de coleta de casos de vários centros do Brasil a respeito de um determinado tema, para que seja possível realizar uma análise de dados clínicos, laboratoriais e de tratamento.
“Com isso, queremos entender a prevalência da doença no País, que precisa ser diagnosticada o mais cedo possível para que o tratamento seja prontamente iniciado. O retardo do diagnóstico altera a história natural podendo ser fatal em cinco anos após o início da doença”, explica ela.
DADOS PRELIMINARES – Durante a pesquisa, foi encontrada uma prevalência maior de hepatite autoimune tipo 1 (semelhante à literatura), sendo o maior número no sexo feminino. Além disso, foi verificado que pacientes com esse tipo de hepatite têm maior risco de óbito se comparados aos que possuem a hepatite autoimune tipo 2. Já nos dados laboratoriais os resultados foram semelhantes nos dois grupos (hepatite autoimune tipo 1 e tipo 2), com exceção de níveis mais elevados e estaticamente diferentes de gamagobulina e lgC.
Em relação à remissão, foi possível constatar que a atenuação com o tratamento foi mais precoce nos pacientes com hepatite autoimune tipo 2 se comparado aos resultados da hepatite autoimune tipo 1. Outro dado interessante e que é diferente do encontrado na literatura médica é o sucesso em mais de 90% dos casos de remissão completa com o tratamento na hepatite autoimune tipo 2.
Para a presidente da SBP e uma das autoras do artigo, dra. Luciana Silva, "esta pesquisa representa uma publicação valiosa, pois demonstra dados de várias regiões brasileiras e também o esforço conjunto do grupo na construção deste material. Trabalhos multicêntricos ainda são raros em nosso meio", enfatiza.
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