O GloboNews Especial foi conhecer um projeto da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, desenvolvido pelo professor dr. Cesar Victora. Ele acompanha um grupo de pessoas desde os anos 1980 para ajudar a desenvolver ou mesmo mudar políticas públicas. Elas são estudadas em todo o seu contexto: físico e cognitivo, em um verdadeiro laboratório vivo.
“Quando eu terminei medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, eu já havia decidido ser médico de família, ir para o interior e fazer pesquisa. Todos achavam que eu era maluco, porque não existe pesquisa no interior. Pelotas, apesar de não se muito pequena, é uma cidade boa para se estudar, mesmo sem laboratório. E a cidade virou o meu laboratório”, disse o médico na reportagem especial.
ASSISTA AQUI A ÍNTEGRA DO PROGRAMA.
O pesquisador na área da pediatra e epidemiologista teve o trabalho reconhecido pelo impacto na saúde materno-infantil e na nutrição de nações pobres e em desenvolvimento. Graças às pesquisas desenvolvidas por ele a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) reviram as recomendações sobre aleitamento exclusivo até os seis meses de vida.
No programa, é mostrado o laboratório composto por mais de 20 mil brasileiros, que compõem a população de Pelotas, interior do estado. Victora fala sobre o Índice de Desenvolvimento Humano do município. “A cidade reflete muito a realidade brasileira.
O que mais me chamou a atenção é quando a gente iniciou as coortes em 1982, nossa preocupação era com a mortalidade infantil, que era muito alta, o baixo peso ao nascer, a subnutrição, a falta do aleitamento materno era uma coisa que chamava muito a atenção, com média de somente dois meses e meio de amamentação do lactente, que é muito curto”, explica o especialista.
INEDITISMO – Esse foi o primeiro estudo mundial a mostrar a importância do aleitamento exclusivo, ou seja, o leite materno sem oferta de água, chás ou sucos nos primeiros meses de vida, o que ajudava a reduzir a morte dos bebês no primeiro período da vida. De acordo com estudo, o aleitamento exclusivo até seis meses reduz em 14 vezes o risco de morte por diarreia e em 3,6 vezes o risco de morte infantil por doenças respiratórias.
A pesquisa, que mais tarde foi replicada em outros países, alterou totalmente a recomendação da alimentação infantil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a indicar que bebês nos primeiros meses de vida se alimentassem exclusivamente com leite materno.
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