A oftalmia ou conjuntivite neonatal é considerada um evento infeccioso relativamente comum, associado a causas químicas, bacterianas ou virais, com prevalência de 1,6% a 12% dos recém-nascidos. Para orientar os pediatras a respeito do tema, o Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou nesta semana o documento “Profilaxia da Oftalmia Neonatal por Transmissão Vertical” com ênfase nas medidas preventivas mais eficazes para evitar o problema.
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De acordo com a publicação, a conjuntivite neonatal é transmitida da mãe para o neonato por meio do contato da criança com secreções vaginais, durante o parto. Nesse sentido, tradicionalmente a contaminação é evitada com o uso de medicamentos ou quando ocorre a limpeza imediata dos olhos do recém-nascido com solução aquosa de nitrato de prata a 1%.
Conforme salienta o texto, nos últimos anos, a utilização de remédios para a prevenção dessa manifestação tem sido questionada em países de renda alta, como os Estados Unidos, devido ao elevado nível de assistência pré-natal e acesso aos testes rápidos de diagnóstico. No entanto, em atualização recente, a US Preventive Services Task Force (USPSTF) manteve a recomendação do uso de métodos de profilaxia para a conjuntivite neonatal nos EUA.
No Brasil, o Ministério da Saúde explicita indicações adaptadas ao contexto epidemiológico nacional em duas publicações principais: “Diretriz de Atenção à Saúde Ocular na Infância: Detecção e Intervenção Precoce para a Prevenção de Deficiências Visuais”, de 2013; e “Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal”, de 2017.
Para realização segura da profilaxia da oftalmia neonatal, os textos – endossados pela SBP – orientam o uso da povidona a 2,5% (colírio); ou a utilização da pomada de eritromicina a 0,5% ou ainda, como alternativa, tetraciclina a 1%. Em razão de sua maior toxicidade, a utilização de nitrato de prata a 1% deve ser reservada apenas em caso de indisponibilidade das outras substâncias.
O Departamento Científico de Neonatologia da SBP é composto pelos drs.: Maria Albertina Santiago Rego (presidente); Lilian dos Santos Sadeck (secretária); Alexandre Lopes Miralha (relator); Danielle Cintra Bezerra Brandão; Laura de Fátima Afonso Dias; Leila Cesário Pereira; Lícia Maria Oliveira Moreira; Marynea Silva do Vale; Salma Saraty Malveira; e Silvana Salgado Nader.
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