SBP participa de lançamento de TeleUTI Obstétrica voltada para assistência à gestante de alto risco

Para apoiar as equipes de profissionais de saúde que atuam na assistência obstétrica e hospitalar no acompanhamento de casos de gestação de alto risco, o Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), lançou no último dia 9 a TeleUTI Obstétrica. A iniciativa visa promover o enfrentamento da mortalidade materna e infantil no País, especialmente pelos efeitos causados pela pandemia de covid-19.

A teleconsultoria terá abrangência nacional e será ofertada para hospitais de referência em gestação de alto risco de cada estado, além do Distrito Federal. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) participou do encontro representada pela dra. Lilian Sadeck, membro do Departamento Científico de Neonatologia.

“O projeto se propõe a reduzir a mortalidade em gestantes e puérperas, através de monitoramento e capacitação de equipe multiprofissional para o atendimento intensivo dessas mulheres. Ele se dará na forma de aulas gravadas, discussões virtuais e discussão dos casos por telemedicina, com o objetivo de apoiar os profissionais que estão atuando localmente. Sem dúvida, esse projeto irá também impactar na saúde do feto e no recém-nascido”, considera dra. Lilian.

A ação possibilitará ainda aos profissionais de saúde uma segunda opinião médica, além de solucionar os casos em acompanhamento e de oferecer operação remota de equipamentos de diagnóstico por imagem, como a tomografia e ressonância magnética, e a telerregulação de casos de urgência e emergência.

Essa teleconsultoria será realizada por especialistas de diferentes áreas, como medicina, enfermagem, nutrição, psicologia e fisioterapia, por meio de reuniões para discussão de casos clínicos. Também contemplará a realização de aulas assíncronas, via plataforma de telemedicina da USP, e treinamento presencial de habilidades e competências para enfrentamento da mortalidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, grande parte dos óbitos ocorre durante a gravidez ou por complicações durante o parto, e 90% das causas podem ser evitáveis com atenção à saúde precoce e de qualidade.

* Com informações do Ministério da Saúde