Ter conhecimento sobre o conjunto de manobras iniciais de salvamento às vítimas de parada cardiorrespiratória pode ser determinante para a sobrevivência de crianças e adolescentes que sofrem com esse quadro. Por esse motivo, a Sociedade Paraense de Pediatria (Sopape) – por meio do seu Departamento Científico de Emergências Pediátricas – deu início ao projeto que trabalha na educação de pais, professores e cuidadores sobre o suporte básico de vida (SBV) em situações de emergência.
A última capacitação aconteceu em uma escola do município de Marabá e treinou 24 professoras. A ação foi conduzida pelas dras. Claudia Dizioli Franco Bueno e Maria Angélica Carneiro da Cunha, especialistas do DC de Emergências Pediátricas da Sopape e instrutoras certificadas de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Segundo a idealizadora do projeto, dra. Cláudia, o curso tem como objetivo realizar o treinamento teórico e prático de pessoas leigas para o reconhecimento rápido de bebês e crianças em parada cardiorrespiratória ou com obstrução aguda de vias aéreas por corpo estranho. Além disso, a ação visa capacitar para manobras de ressuscitação cardiopulmonar e desobstrução de vias aéreas.
Durante o treinamento, as instrutoras realizaram uma simulação realística de casos de parada cardiorrespiratória e obstrução de vias aéreas superiores por corpo estranho em bebês e crianças passando pelas seguintes etapas: aplicação de pré-teste voluntário confidencial para avaliar conhecimento prévio sobre o tema; exposição teórica breve e entrega de material gratuito com resumo do assunto; treinamento prático em manequins com oportunidade de todos praticarem as manobras ensinadas; e realização de outro teste voluntário confidencial para avaliar retenção de conhecimentos adquiridos com o treinamento.
“É uma iniciativa na qual eu acredito demais. Vejo esse tipo de treinamento como algo vital e importante. Quanto mais tivermos uma população treinada, mais chances de termos pessoas salvadoras de vidas. Quem tem uma criança e adolescente em casa precisa ter essas informações já que o reconhecimento precoce da parada, o acionamento do socorro especializado e as medidas iniciais de ressuscitação são fundamentais para reduzir a mortalidade das vítimas”, ressalta dra. Cláudia.
A expectativa é, inicialmente, realizar mais atividades neste modelo nas escolas de educação infantil em Marabá, durante o primeiro semestre do ano. A partir do segundo semestre, a Sopape pretende implementar o projeto em outras macrorregiões do estado, como Belém e Santarém.
Nota de pesar: dr. João Tomas de Abreu Carvalhaes
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